E aí, pessoal! Mais um Natal! Casas decoradas, presentes comprados (alguns ainda para comprar em cima da hora), ceia quase pronta e a correria para entregar lembrancinhas para aqueles que não irão passar os dias 24 e 25 conosco. Ufa! Cansativo.
Por um lado, é ótimo todo esse alvoroço e, por outro, um pesadelo. A cada ano que passa fica mais nítida pra mim a energia carregada desta época. Uns atropelando os outros nas ruas, nos shoppings; motoristas impacientes, vendedores exauridos por fazer tanta hora extra, e tudo isso recheado de ansiedade e nervosismo.
No entanto, também deve ser muito triste não ter ninguém para presentear e nem ser presenteado.
Na verdade, é muito difícil não nos contaminarmos com todo o apelo da mídia e das pessoas em geral em relação a essas datas – independente da crença ou religião, de gostar ou não do Natal. Ele vai acontecer todos os anos, quer queiramos ou não, e o ideal é tentar tornar esses dias o menos estressante possível.
Mesmo assim, todo ano me pergunto: Cadê o verdadeiro espírito natalino? A fraternidade, a confraternização, o espírito de solidariedade e de perdão?
A grande maioria da população comete o pecado da gula ao se entupir de tanto comer e beber nos dias festivos. As “confraternizações” de final de ano parecem mais um estorvo do que uma celebração. E, para completar, tanto aqueles que podem, como os que não podem, extrapolam o limite do cartão de crédito, comprando o que é mais supérfluo ao invés do que poderia ser útil e necessário.
Eu comprei, claro, mas tentei consumir com parcimônia e consciência. Decidi que esse ano, por exemplo, os pimpolhos da minha família serão presenteados com livros. Nada de brinquedos caríssimos e horrorosos que serão largados em questão de minutos para se tornarem lixo em breve. Para os adultos, procurei algo em conta e que vá realmente ter alguma utilidade em suas vidas.
No Natal do ano que vem, quero propor algo diferente para a minha família. Ao invés da costumeira troca de presentes, que tal pegarmos o dinheiro usado para este fim e, com ele, comprarmos produtos, comidas, remédios para aqueles que realmente precisam?
Porque, cá entre nós, por mim, no Natal, trocaríamos apenas palavras sinceras, abraços fraternos e nos reuniríamos em volta da mesa, antes ou após o jantar, para mentalizarmos boas vibrações futuras.
Esses são os meus sinceros votos para todos vocês!

dezembro 23, 2011 às 8:32 pm |
Eu estava sentindo falta dos seus textos…
E aproveito para adiantar o seu pedido do ano que vem, aproveito para dar para vcs um abraco apertado, um beijo grande desejando MUITA paz,amor e amizade…e com certeza mais textos lindos!!!!!!!!!!!!!!!
dezembro 24, 2011 às 12:50 am |
Christmas spirit??? – oh that. It always seems to be an after thought which occurs once all the important things like buying presents and planning how much food and alcohol will be consumed in a short space of time!
I love your sentiment… and at the same time as this link arrived in my inbox so did a mail from a German friend in Receife whose family runs a NGO supporting children in various countries – but especially important now the Philipines after the floods. I am going to make a donation now….!
dezembro 24, 2011 às 7:25 pm |
O caminho é esse, cristina: consumo consciente, pra tudo, em todas as situações.
Um feliz natal pra vc e Daniel!
dezembro 24, 2011 às 9:43 pm |
Mais uma vez mandou muito bemmm!!!! Virei fã da minha prima escritora.
Feliz Natal para todos ai!
dezembro 24, 2011 às 10:15 pm |
Bon Nadal pra vc e Dandan daqui da Catalunha! Bjs!
dezembro 25, 2011 às 2:17 pm |
Puxa, Cris, falou e disse tudo que eu penso sobre esta data… Fico muito angustiada com esse corre-corre, com essa fúria consumista, não só de presentes, mas de comida, de bebida, como se para nos sentirmos felizes e amados, precisássemos consumir tudo à nossa volta… Acho que se as pessoas realmente se concentrassem em estender o verdadeiro espírito natalino pelo resto do ano, estaríamos vivendo num mundo melhor…
Enfim, penso muitas coisas a respeito do natal, vamos marcar aquele nosso encontro pra trocar ideias!
Feliz Natal!
Beijinhos!
Marcella
dezembro 26, 2011 às 1:28 pm |
John!!! Não nos falamos nesse Natal…! =( Saudades!!!
Estava sentindo falta dos seus textos por aqui…
Como sempre, concordo com vc…
Amiga, mediante toda essa correria que comentou, caso eu não consiga falar com vc até o próximo fim de semana, te desejo que 2012 seja o primeiro dos melhores anos da vida de vocês!!!
“Ano que vem, tudo vai mudar… Vou ser uma nova mulher…” rs. Lembra disso?! Mas continuemos assim, todo ano renovemos nossas esperanças e desejos por uma vida melhor, por um ano melhor.
Amiga-irmã amada, muitos beijos em você e no Dandan.
Dani Martini.
fevereiro 2, 2012 às 6:15 pm |
Cristina,
Há alguns anos, li um texto sobre o Natal escrito pelo frei Betto de que gostei muito. Ele contou que, quando era criança, pediu aos seus pais que queria ver Deus seus pais o levaram num Natal a um hospital e que depois da visita sua mãe perguntou se tinha gostado de ver Deus. Ele respondeu que só tinha visto crianças doentes. E a mãe dele, então, disse que “a fé cristã reconhece que todos os seres humanos são imagens e semelhança de Deus [e que] por isso é tão difícil ver Deus. Pois não é fácil encarar a radical sacralidade de todo homem e de toda mulher”.
Esse texto, cujo título é O dia em que vi Deus, resume bem, pelo menos pra mim, o espírito cristão do Natal. Que, diga-se de passagem, não só não é seguido pelo mercado como muitas vezes tampouco o é pelas igrejas enquanto instituições formais.
A proposta que você apresentou no seu texto, de no próximo Natal, comprar comida, remédios e outros produtos pra pessoas que realmente estejam precisando mais profundamente deles e que estão sem condições de adquirí-los vai numa linha parecida.
Juntando esse texto, o seu e pensamentos que já percorri, considero que o problema, em si, não é darmos presentes, inclusive materiais, mas nos restringirmos a isso e a imposição, direta ou indireta, disso. Gosto de presentear pessoas queridas, tanto com objetos quanto com minha presença e meu carinho. Gosto, por exemplo, de dar presentes que realmente tenham a ver com a pessoa em questão, como escrever um cartão, bem decorado, com palavras e imagens que tenham especialmente a ver com a pessoa em questão. E, ao dar esse tipo de presente, me fazer presente. Presentear dessa maneira não precisa, evidentemente, ser (somente) no Natal. E não deve se tornar algo imposto.
Já que estamos falando sobre presentes, te agradeço por publicar mais um texto nesta Bolha Lilás. Por você publicar e, a partir daí, por me oferecer uma oportunidade de publicar também. Pouco a pouco, vou escrever comentários pra todos os seus textos.
Abraços.
Antony