Palhaçada

Outubro 20, 2009 por bolhalilas

Bozo1Dei um tempo para digerir o assunto Olimpíadas 2016 e confesso: desisto. Podem me chamar de chata, mal humorada, pessimista, blá, blá, blá, blá, blá… O fato é que, depois de tudo que vi e li sobre o assunto, chego à triste conclusão de que há um número muito, mas muito restrito de pessoas que fazem uma análise lúcida a respeito do tema (não me incluo neste grupo, pois não possuo a frieza necessária para tal).

Na minha opinião, tanto faz quem é “pró”, “contra” ou “meio termo”, porque, no fundo, o roteiro deste evento não será diferente de tantos outros que já li, vivi e presenciei. Será mais um Carnaval, um jogo de Copa do Mundo ou de vôlei em qualquer Olimpíada, no qual nos sentimos brasileiros neste momento de euforia – e festejamos; mas, na verdade, não queremos discutir, participar e nem nos aporrinhar com absolutamente nada (porque, vamos ser sinceros, para exercermos a nossa cidadania – e, com isso, exigirmos dos nossos representantes os nossos direitos – temos que dar conta dos nossos deveres, que não são apenas os de pagar impostos, votar, fazer coleta seletiva do lixo e não avançar o sinal de trânsito). Vai bem além disso. Mesmo assim, “A gente vai levando, a gente vai levando” – lembram desta canção do Chico Buarque?

Poderia expor aqui uma análise super elaborada; levar dias para terminar este texto; pedir para várias pessoas, nos seus diferentes posicionamentos, lerem e debaterem o que escrevi antes de publicar no blog. Entretanto, isso tudo se torna inútil quando, mais uma vez, constato que, neste País, as mudanças sempre ocorrem de fora pra dentro e não de dentro pra fora.

Desculpe o desabafo.

Conhece Ouro Preto?

Outubro 1, 2009 por bolhalilas
Praça Tiradentes

Praça Tiradentes

Pois é, eu ainda não conhecia e fui lá conferir. Sempre ouvi falar que é uma cidade que vale muito a pena visitar, principalmente pela sua importância histórica para o Brasil. Também sempre ouvi dizer que, para ir a Ouro Preto, a pessoa tinha que gostar muito de caminhar e estar preparada para subir e descer ladeiras. Além disso, deveria ter disposição para conhecer igrejas.  São, ao todo, treze, se não me engano, e se der visite todas, o que nem sempre é possível por algumas estarem em restauração e outras, infelizmente, abandonadas.

No entanto, há um pequeno problema que eu achava que era uma preocupação apenas dos alérgicos como eu: o mofo. E, de fato, percebemos que essa é a  preocupação número um de vários turistas.

Descolamos uma pousada recém inaugurada chamada Pousada dos Ofícios. Muito boa, com preço justo e que fica bem perto do Centro Histórico (ou seja, da para ir a pé até lá). Falando em andar a pé, deve-se ter em mente que este é um “quesito básico”, já que o trânsito em Ouro Preto é um verdadeiro caos. Ficamos surpresos e chocados com a permissão do tráfego de ônibus, carros, vans (isso mesmo vans!) e motos dentro do Centro Histórico. O resultado disso se resume a pedestres se espremendo nos meio-fios, pois não existe calçadas com largura suficiente para duas pessoas, e, somado a isso,  muito barulho e fumaça.

Para aqueles que acham que chegariam a uma pacata cidade do interior, vocês estão muito enganados. Fui em baixa temporada e encontrei considerável movimento. Esqueci de dizer que, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária; logo, o que mais se encontra lá são bares onde os estudantes se reúnem.

A culinária mineira é famosa pelo seu tempero carregado e é, realmente, uma delícia; porém confesso que, durante os seis ou sete dias em que fiquei lá, não consegui jantar em nenhum deles. O café da manhã é quase um almoço com sucos, bolos, pãezinhos de queijo, frios e várias outras guloseimas. Por conta disso, costumávamos almoçar tarde, a partir das três horas, e nosso prato era, obviamente, servido com todos os quitutes “à mineira”. Isto sem falar na sobremesa!!! Doce de figo, laranja, abóbora, goiabada cascão, doce de leite, hummmmmmmmmmmm! Mas não se preocupem: tudo é queimado nas subidas e descidas das ruas de Ouro Preto.

Exposição sobre a Monalisa na Casa dos Contos

Exposição sobre a Monalisa na Casa dos Contos

Os museus que ninguém deve deixar de ir são o Museu da Inconfidência, Museu do Oratório, Museu do Aleijadinho, Museu de Arte Sacra de Ouro Preto, além da Casa Guignard e da Casa dos Contos, na qual havia uma exposição bem interessante sobre a Monalisa. Só para esclarecer, eu achei, a princípio (e meu marido também), que o nome “Casa dos Contos” fizesse menção a contos ou literatura, mas na verdade não é nada disso. O nome é este porque, no passado, em 1784, o estabelecimento foi uma residência e, depois, passou a ser a “Casa de Contratos”, destinada à arrecadação de impostos. Em 1789, ela serviu também como a prisão dos Inconfidentes, além de sede da Administração Pública da Capitania de Minas Gerais.

E, para terminar, não deixem de ir a Mariana. Fica a 20 minutos de carro e, lá sim, encontramos uma pacata cidade do interior. Além de haver mais igrejas e museus de arte sacra para visitar, há o interessantíssimo passeio à Mina da Passagem. Imperdível! De acordo com as informações que li, esta é a maior Mina de Ouro aberta à visitação no mundo. A descida para as galerias subterrâneas se faz através de um trolley, que chega a 375 metros de extensão e 120 metros de profundidade, onde se vê ainda um lago natural em que é comum a prática de mergulho por profissionais. A temperatura dentro da mina é estável, entre 17 a 20 graus, e, desde a sua fundação, no início do século XVIII, foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro.

Mina da Passagem

Mina da Passagem

Ainda no final deste passeio, o guia demonstra como era realizada a última fase de extração do ouro.

Quem se interessar e quiser dicas, é só falar!

“Spread the word”

Setembro 1, 2009 por bolhalilas

yunusAlguém aqui acha que as desigualdades socioeconômicas entre as pessoas poderiam ser bem menores do que são e sempre foram? Sim? Não? Bem, eu tinha as minhas dúvidas até assistir, no canal ManagemenTV, a uma entrevista com o banqueiro dos pobres, MUHAMMAD YUNUS.  Peguei o programa pela metade, mas deu para ter uma idéia do que se tratava o assunto.

MUHAMMAD YUNUS é o fundador e diretor do “Banco Grameen”, uma fundação que tem como objetivo terminar com a pobreza global. Muitos dirão que o cara é doido, sonhador, utópico etc; no entanto, ele comprova, “por A + B”, que esta “utopia” é possível – e que, no caso dele, vem dando ótimos resultados. Segundo YUNUS, a “Fundação Grameen” usa a micro finança e a inovação tecnológica com o intuito de lutar contra a pobreza global, criando, assim, oportunidades para os excluídos.

A dinâmica acontece da seguinte forma: primeiro, a pessoa pega um empréstimo pequeno no banco com a intenção de investir em alguma atividade econômica local (seja vender ovos de galinhas, seja comprar vacas e, depois, vender seu leite, seja produzir artesanatos, e assim por diante). O valor, que esta pessoa pega emprestado com o banco, é pago em um prazo curto; e, conforme o crescimento do negócio, ela adquire, novamente, outro empréstimo – só que num valor um pouco mais alto.  O resultado é surpreendente: as pessoas, na grande maioria das vezes, conseguem desenvolver, com sucesso, o seu negócio e obter sua subsistência. Mais surpreendente ainda é constatar que o número de calotes e “cheques sem fundo” é quase nulo e que 34 milhões de pessoas em 24 paises foram beneficiadas por esse banco!

Outro fato que chamou minha atenção foi o relato dele em relação ao trabalho que a “Grameen” desenvolve com os mendigos. Os funcionários da instituição financeira conversam com estas pessoas e tentam convencê-las de que, ao invés de gastarem o seu tempo pedindo esmolas, elas poderiam oferecer algum tipo de serviço. Que peçam esmolas, mas porquê não prestar, paralelamente, algum serviço? Mais uma vez, o resultado é bastante interessante: muitos mendigos pararam de pedir esmolas e começaram a ganhar dinheiro em troca de serviços prestados ou em troca de produtos – na maior parte artesanatos – produzidos por eles mesmos. Outros continuaram a pedir esmolas, mas, pelo menos, começaram a utilizar parte dos seus dias para ganhar uns trocados, tal como qualquer trabalhador.

De acordo com MUHAMMAD, qualquer ser humano tem capacidade criativa e potencial empreendedor, sendo necessário, tão-somente, que lhe seja dada uma oportunidade. Aliás, na sua opinião, a pobreza poderia ser erradicada, faltando, apenas, vontade cívica e política.

Nunca fui engajada politicamente; vivi a adolescência dentro do padrão de alienação do jovem de classe media brasileira. Contudo, conviver com a desigualdade sempre me gerou desconforto. Já participei de programas voluntários; elaborei uma dissertação sobre o programa de voluntariado do Hospital do INCA e participei de outros projetos em prol daqueles menos afortunados. Entretanto, o que eu gostaria mesmo era de trabalhar com algo em que vislumbrasse mudanças e resultados de forma realmente eficaz.

Depois de conhecer MUHAMMAD YUNUS e seu “negócio social”, percebi que, se quisermos fazer a diferença e proporcionarmos transformações relevantes em nossa sociedade, necessitamos apenas de boas idéias, iniciativa e disposição para arregaçar as mangas.

Admito que ainda não fiz nenhuma delas. Em todo caso, divulgo, neste blog, desde já, o excepcional trabalho desenvolvido por YUNUS, cujos efeitos benéficos, na esfera social e econômica, somente poderão ser avaliados, de forma mais profunda, daqui a muitos anos – principalmente porque o projeto não tem como objetivo fazer, de maneira simplista, caridade, mas, sim, inserir a população de baixíssima renda no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que se viabiliza a criação de melhores condições de vida, fruto de um pensamento solidário e sob um espírito de fraternidade.

De acordo com o site da “Grameen Foundation”, há algumas maneiras de ajudá-los, sendo que uma delas se chama “spread the word”, o que significa divulgar este empreendimento para a sua rede de contatos.

Interessei-me pela causa e a estou divulgando aqui! Para os que tiverem curiosidade neste assunto, a entrevista com o banqueiro vai passar novamente na ManagemenTV, dia 02 de setembro, próxima quarta-feira, às 16 horas.

Agoniando Cristina Crespo

Agosto 21, 2009 por bolhalilas

Desespero_02

Hoje entendo bem o que minha querida ex-chefe, Teresinha, queria dizer quando me descrevia como sendo “um ser em agonia”. De fato, preciso de ajuda e seria interessante fazer um programa na linha do “Irritando Fernanda Young”, mas com o enfoque um pouquinho diferente. Que tal “Agoniando Cristina Crespo”?  Pelo menos, defenderia uma grana e, ao mesmo tempo, trataria das minhas neuroses. Bem, pra início de conversa, tudo me incomoda: a começar pelos meus vizinhos.

Todo santo dia, por volta das nove e pouca da manhã, uma costureira, que fica virada para janela de todas as janelas da minha casa, escuta “em não sei quantos decibéis”, o programa do padre Marcelo Rossi. Nada contra o padre ou o programa dele, ok!? Para completar o meu desespero, quando as músicas de igreja começam a tocar, os cachorros de outro vizinho (são uns quatro ou cinco cãezinhos) fazem coro com a canção, uivando cada um no seu tom bem desafinado. E esta orquestra sinfônica tem efeitos sonoros complementares: várias obras acontecendo simultaneamente (em cima, em baixo, e para todos os lados). Tá bom ou quer mais?

Esse caldeirão de barulhos segue o dia inteirinho, com uma parada para a galera almoçar, é claro. No final do dia, eles são substituídos por outros: o sambão do 303, o funkão do 408 e uma criança, ou mais (até agora não consegui identificar), que não chora simplesmente, mas grita.

Descolei uns “CD’s Zen” com a minha professora de yoga e passo a maior parte do meu dia com fones de ouvido no último volume para tentar driblar esta situação caótica. No entanto, os sons do sambão e do funkão reverberam e eu sinto o “tumtum” no chão, nas paredes, e até no meu lap top.

Tudo isso sem contar a sinfonia das buzinas em turnos alternados. Ou seja, me concentrar tem sido uma tarefa árdua! Cheguei até a sentir saudade do meu cantinho no trabalho, mas lá outras situações me levavam à agonia. Receber e-mails irrelevantes era uma delas; discutir o óbvio ululante e enviar comunicados também. Perdoem-me o desabafo e a exposição, mas admito que o problema está dentro de mim – e é só meu.

Somado a isso, não me dêem opções de escolha; eu enlouqueço diante delas! Elas me agoniam!!! Segundo o meu marido, o programa “Agoniando Cristina Crespo” começaria assim: “Cris, você quer comer um bolo de cenoura com cobertura de chocolate?” E eu diria com a boca cheia d’água: “Sim, óbvio”. Porém ele sugeriria: “Mas o quê você prefere: o bolo ou o brownie com sorvete de amarena da sorveteria italiana?” Pronto, está criada a confusão na minha cachola. “Tico e Teco” entram em pane!!!  As simples frases “você prefere” e “o quê você acha” me fazem entrar num mar dos “e se…?” sem fim.

Quero voltar a trabalhar, mas ao mesmo tempo não quero. Quero ler vários livros, mas só consigo um de cada vez. Até hoje não sei qual profissão seria melhor pra mim. Oscilo entre medicina, teatro, psicologia, dar aulas de yoga, inglês, me aprofundar em lingüística, me tornar tradutora… HELP ME!!!

Se vou conseguir amenizar o “ser em agonia” que habita o meu ser, não sei; mas confesso que, às nove e pouca da manhã, se a costureira não escuta o programa do padre Marcelo Rossi, eu bem vou na janela verificar o que aconteceu. Será que estou começando a gostar da “louca sinfonia matinal”?

Cinco coisas que não sou, mas gostaria tanto de ser que arrisco

Julho 24, 2009 por bolhalilas

Fui também convidada pelo Lessa para participar da brincadeira. Tenho que confessar que, pra mim, não é uma tarefa assim tão fácil. Na verdade, como sou oito ou oitenta, fica difícil escolher apenas cinco coisas que não sou, mas gostaria de ser, porque eu gostaria de ser tantas coisas! rs Mas, problemas psicológicos a parte, lá vão:

Apresentadora de programa na TV

reporter

Não, não. Se vocês me imaginam apresentando programas de auditório, tipo Faustão, Silvio Santos e Xuxa, tô fora! No entanto, programas tipo Larry King, Hard Talk da BBC, Oprah (que aborda assuntos desde o desastre do furacão Katrina, passando por todo tipo de auto-ajuda, até questões espirituais, ou seja, uma misturada só) e Marília Gabriela (mas, óbvio, muito menos exibida e deixaria os entrevistados falarem mais), eu faria com o maior gosto.

            

 

Escritora

escritor

Se vivemos a cultura de massa, não me importo nem um pouco em escrever algo que a multidão devore, fazendo, certamente, a continuação da receita que deu certo e ficar milionária por conta disso. Claro que a Warner pagaria pelos direitos autorais para a minha criação se tornar um filme – e aí, não tem pra mais ninguém. Isso mesmo! Gostaria de conseguir algo igualzinho a J.K Rowling (“Harry Potter”), Stephenie Meyer (“Twilight”), Dan Brown (“O Código Da Vinci”) e outros. Confesso que ficaria bem realizada.

 

Artista do ramo da música e da dança

simpsom

Tirando os dramas psicológicos de todos esses artistas, como Madonna, Michael Jackson, e não sei se Gene Kelly (“Singing in the rain”), eu adoraria saber dançar e cantar. Acho que até mais dançar do que cantar. Participar do grupo de dançarinos da Déborah Colker ou do grupo Stomp ou, até mesmo, participar daqueles famosos musicais da Broadway, tipo “O Fantasma da Ópera”, “Billy Eliot”, “A Bela e a Fera”, “Greese”, “Footloose”, e por aí vai. Acho muito legal!

 

 

Poliglota

idiomas

Adoro estudar idiomas! Não só aprender a se comunicar em outra língua, mas, através dela, conhecer profundamente os valores, as crenças, os costumes, enfim, a cultura de um povo. A linguagem, na minha opinião, é algo fascinante! Já pensou: ser capaz de traduzir certas obras literárias ou alguns dos meus livros e autores prediletos? Deve ser um trabalho bastante interessante.

 

Fotógrafa da National Geographic

logo_national_geographic

Imagine ir para os lugares mais exóticos e inóspitos do planeta!? Fotografar baleias, leões, ursos e apreciar paisagens excêntricas! Tem que ser aventureiro, sem sombra de dúvida, mas essas pessoas devem ter estórias pra contar e experiências pra lá de inusitadas. Precisa ser desgarrado de tudo, algo um pouco difícil pra mim que, no momento, preza pelo conforto e sensação de segurança, apesar de viver no mundo selvagem do Rio de Janeiro.

Êta carreira ingrata!

Junho 1, 2009 por bolhalilas

jornalista-desempregado

Estava navegando em vários sites da internet, quando me deparei com uma chamada “muito interessante e relevante”. Eis o título: Site de jornal “descobre” nova tatuagem de Jolie.

???

Tatuagem de “Jolie”!?

E o pior é que eu me dei ao trabalho de clicar e ler a “matéria” (ou seja lá o que for isso).

Se continuar assim (com um jornalismo tão profundo, de um conteúdo tão essencial e elaborado, e que nos faz refletir sobre mais uma descoberta referente à tatuagem de uma celebridade), vou passar a escrever não mais numa Bolha, mas numa BOMBA!

Nessas horas, tenho vergonha do meu diploma de jornalismo. Êta carreira ingrata!

Aproveitando a frase de um comentário feito aqui na Bolha pelo meu amigo Lessa: “cá está o jornalismo na berlinda novamente”; só que agora em relação a total falta de assunto.

Para quem quiser se dar ao trabalho de ler:

http://diversao.terra.com.br/gente/interna/0,,OI3796746-EI13419,00-Site+de+jornal+descobre+nova+tatuagem+de+Jolie.html

Idade não é problema

Maio 30, 2009 por bolhalilas

Freira

Conforme meu maridão falou, “a internet não tem limite de idade. Viu, Florzinha, você pode escrever no seu blog até completar os cem anos!”.

Esta foi a reação dele quando leu a reportagem abaixo no site da BBC sobre a idosa Maria Amelia Lopez, que descobriu a internet aos 95 anos.

“When I’m on the internet, I forget about my illness. The distraction is good for you – being able to communicate with people. It wakes up the brain, and gives you great strength”. (Maria Amelia Lopez)

Para os não adeptos ao mundo digital, ainda há tempo!

E ainda há tempo da Marília Gabriela, Jô Soares, David Latterman e a Oprah descobrirem a minha Bolha Lilás e me entrevistarem!!! Afinal, quando eu tiver 95 anos, essa galera terá o quê? Uns 120, 130 anos? Imaginem a entrevista: todo mundo falando sobre reumatismo, artrose, qual a melhor empresa de homecare, e de como a expectativa de vida deu chance para algumas pessoas se tornarem famosas. Ou seja, EU!

Devaneios à parte, é bacana perceber que existem pessoas que sabem lidar com a questão da velhice e que, mesmo com as limitações impostas pelo tempo de vida, ainda desejam aprender algo novo e trocar experiências, opiniões e pensamentos.

Ah, e já estava quase me esquecendo do link da notícia:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8062760.stm

Outra versão

Maio 30, 2009 por bolhalilas

Black Balloon

Andei pensando em fazer uma versão negra da Bolha Lilás. E o nome seria, claro, Bolha Negra.

Fico impressionada com as reportagens nos jornais online. Só tem desgraça!!! E acho que por ter mais tempo no momento, acabo tendo mais tempo também para refletir sobre tais notícias.

Será que sempre foi assim? Ou só agora acordei para os fatos? Não é possível que essa sensação de total impotência frente a toda desordem mundial seja porque hoje temos mais fácil acesso a todas elas. Será? Além de viver num Estado que já se transformou num caos, e que não tem o menor indício de melhora em curto prazo, parece que existem muitos outros lugares em condições totalmente desumanas! Não consigo nem achar palavras para descrever. Nem caos cabe aqui para descrever o total grau de conflito e tumulto em que inúmeros seres humanos “vivem”. Sim, vivem entre aspas, porque é muito aquém do que se pode considerar como sendo vida. Na verdade, essas pessoas sobrevivem.

Se eu for descrever todas as mazelas publicadas nas últimas semanas, acho que não termino esse texto nunca, além de me sentir angustiada, deprimida e impotente.

No entanto, para quem tiver interesse em compartilhar meus sentimentos (que, concordo, não se encaixam numa aura lilás), sintam-se à vontade.

Separei links de algumas reportagens que, ao meu ver, são importantes para refletirmos e pensarmos o que podemos fazer para melhorar, um pouquinho que seja, o nosso mundo – e, óbvio, conseqüentemente, as nossas vidas.

Não é possível que com toda a evolução do conhecimento, da tecnologia, e a experiência histórica também, não sejamos capazes de reverter esse quadro. Não sei a resposta, nem o que fazer. Só percebo que pagamos um preço bastante alto por isso. Não acham?

Eis os links para os interessados em ler:

http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/05/22/um-rio-de-caos-755985165.asp

http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/8071347.stm

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/05/29/mudanca-climatica-ja-causa-315-mil-mortes-por-ano-diz-estudo-756094515.asp

In what perspective?

Abril 30, 2009 por bolhalilas

globo-mundo

O texto abaixo, em inglês, foi enviado para uma revista internacional para participar de uma competição. A situação é a seguinte:

 

Back from the future – Think about your answers to both of these questions and then write us an original entry of around 250 words. We would like you to write to us “from the future”, contrasting your life in the year 2100 with life as it used to be in the “past” that is today!

 

What will life be like a hundred years from now?

And how will today’s lifestyle be viewed by those living in the 22nd century?

 

The three best entries will be published in our Spring issue.

 

 

In what perspective?

 

Life can be very easy for some people nowadays, especially the ones my age. I’m 20 years old and I’m just starting my Master’s in one of the best educational institutions in my country. And this is one of the hundred essays that I must hand in.

 

Writing about the time I live in is not an easy task. It can sound a little depressing because of the way I see the world around me and the way life has became these days.

 

In the past, I mean, a century ago, I believe it was really hard for most human beings to figure out how the future would be. In spite of all technologies, the reality at that time was not so exiting: too much information, pollution, diseases, poverty, violence, wars, prejudice, global warming, destruction, economic crises, anyway, a chaos.

 

Today, we don’t have any of this. We wear masks and proper clothes to be able to go outside because the air is not good enough for our lungs. But we have got used to that as we were born under those conditions. In fact, we live in a huge bubble and I believe this is a consequence of how nature was treated in the past.

 

However, the earth today doesn’t face the problems mentioned before. That is the good side of technological advances, which made people more developed. So, we don’t have any of those bad issues because we take pills for everything. We call them “Happy Life” and they are totally efficient. They guide our lives even our deaths. If we are hungry, tired, unhappy, we take them to satisfy our needs.

 

“Happy Life” has enabled the human race to survive, especially concerning what the environment has turned out to be like.

 

Without them our mind and body would not bare the world you left for us to live in.

 

Vocês acham que esse texto teria a chance de ser um dos escolhidos?     

 

Ela nasceu!!! Quem? A Bolha Lilás!!! Hêhêhê…

Abril 17, 2009 por bolhalilas
Essa é a Bolha Lilás!

Essa é a Bolha Lilás!

Minha bolha nunca teria sido criada se não fosse a oportunidade de vivenciar várias situações inusitadas no lugar onde eu trabalhava. Isso mesmo, trabalhava! Após tomar uma decisão bastante difícil na minha vida, resolvi seguir outro caminho.

Nunca imaginei tomar tal atitude, mas há certos momentos, em nossa trajetória, que é necessário pararmos e analisarmos tudo que está ao nosso redor.

É esse mesmo o caminho que quero continuar trilhando? Em que contexto me encontro? Por que, de uma hora pra outra, comecei a sentir dores terríveis no meu pescoço? Por que não suporto mais o lugar onde moro? Como assim, pedir demissão num momento em que todos estão se segurando de todas as formas possíveis em seus respectivos empregos? Acho que já passei da idade de fazer mudanças radicais. Enfim, esses e outros infindáveis questionamentos passaram, e ainda passam, de forma mais amena, é claro, na minha cabeça.

Mas a questão é: se existe a oportunidade, por que não arriscar? E a Bolha Lilás me fez muita companhia neste longo tempo de reflexão. Ela foi a idéia! A idéia de tentar o novo e de recomeçar.

Só que justamente nesses momentos de insatisfação, irritação e vontade de jogar tudo para o alto, eu encontrei pessoas maravilhosas. Por incrível que pareça, elas eram do meu trabalho e, por causa da boa convivência com elas, foi bem mais difícil tomar uma decisão.

Enquanto isso, elas começaram a fazer parte da minha Bolha. Mas, quando elas me contradiziam, eu as expulsava e, quando concordavam comigo, eu as permitia entrar novamente na Bolha Lilás.

Por que Bolha Lilás? Várias pessoas me fazem essa pergunta, inclusive porque ela ficou um pouco conhecida no lugar em que eu trabalhava! Algumas pessoas, inclusive, queriam saber como poderiam fazer parte da bolha ou até “construir” uma para elas.

Bem , lá vai a explicação: a baia onde eu sentava era muito bem localizada e, por isso, me dava uma certa sensação de privacidade. Muitas vezes, quando eu achava que “estouraria”, começava a mentalizar um compartimento que me acalmava e me afastava de tudo aquilo que me incomodava – característica esta típica de quem faz terapia, se interessa por mapa astral, adora yoga e atividades afins. Mas a verdade é que esse método, de fato, me tranqüilizava. Ótimo, pois assim não seria necessário tomar tranqüilizantes ou coisas do tipo.

Já o lilás não foi pelo fato de preferir esta tonalidade, mas por ter ouvido e lido, de fontes que julgo seguras, que o lilás é a cor da transmutação, espiritualidade e proteção. Então, pra mim, era a combinação perfeita!

De brincadeira fui expondo a minha imaginária Bolha Lilás para aqueles que conviviam comigo, principalmente os que passavam a maior parte dos seus dias ao meu lado. E, pouco a pouco, ela foi tomando forma. Sendo assim, por que não torná-la virtual? Eis a sua concretização neste blog!

Está aí! Não é lenda.

Ló, Burger, De Genaro, Lessa, Tuny To Lá, Richard e toda a equipe de comunicação, muito obrigada pelo carinho, incentivo e compreensão neste breve período que convivemos juntos. A Bolha Lilás foi feita também pensando em vocês.

Nos encontramos por aí e, lógico, aqui na Bolha Lilás!